(desculpas terrenas rabiscadas com lágrimas – cor azul - da caneta de um político – candidato a deputado estadual perdedor)
A TV tá no mudo.
Deitado na cama,
leio um velho texto
de 1979
do velho raulzito.
Nada de novo no Front,
ele anuncia.
Reclama de sua
lucidez assustadora.
De sua preguiça
de ser normal.
E da falta de um amigo,
que reclame de tudo que é banal.
“Eu escolhi o mais complexo dos trabalhos, ser um artista num país como este.”
Porra! eu quase me esqueci
De porque comecei tudo isso.
Não é só virar um monstro,
Diego, meu velho.
Não é só virar alvo
de comentários maldosos
e dedos acusadores
(olhe no espelho, meu velho).
É se tornar melhor.
Monstro, sim.
Porém, não mergulhado
em um mundo de contos-de-fadas.
Nem tampouco,
Na realidade.
O melhor dos dois mundos.
Já posso te ouvir falando, XV!
Já dizia o anão...
Let’s Rock!
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Diego Aguiar Vieira
Primeiras horas do vigésimo quinto dia do sexto mês do quarto ano do segundo milênio do período cristão
Posted at 03:47 am by Anti-Monitor