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Jun 26, 2004
(desculpas terrenas rabiscadas com lágrimas – cor azul - da caneta de um político – candidato a deputado estadual perdedor)
A TV tá no mudo.
Deitado na cama,
leio um velho texto
de 1979
do velho raulzito.
Nada de novo no Front,
ele anuncia.
Reclama de sua
lucidez assustadora.
De sua preguiça
de ser normal.
E da falta de um amigo,
que reclame de tudo que é banal.
“Eu escolhi o mais complexo dos trabalhos, ser um artista num país como este.”
Porra! eu quase me esqueci
De porque comecei tudo isso.
Não é só virar um monstro,
Diego, meu velho.
Não é só virar alvo
de comentários maldosos
e dedos acusadores
(olhe no espelho, meu velho).
É se tornar melhor.
Monstro, sim.
Porém, não mergulhado
em um mundo de contos-de-fadas.
Nem tampouco,
Na realidade.
O melhor dos dois mundos.
Já posso te ouvir falando, XV!
Já dizia o anão...
Let’s Rock!
---
Diego Aguiar Vieira
Primeiras horas do vigésimo quinto dia do sexto mês do quarto ano do segundo milênio do período cristão
Posted at 03:47 am by Anti-Monitor
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Jun 21, 2004

- Já se pegou observando uma mosca escapar de uma janela, chocando-se contra o vidro, conquanto a abertura está logo ao lado?
- Todo o tempo, mas você mais do que eu, suponho.
- Sabe, outro dia eu estava andando por Apocriphia...
- “Apocriphia”?
- O que? Ah, sim... Minha biblioteca.
- Apropriado!
- Bem, eu me perdi folheando alguns poucos livros, e me detive sobre a Bíblia... Fazia alguns anos, que não a abria, sabe?
- Suponho que sim.
- Estava suja, empoeirada, enfurnada em um canto de prateleira, condenada a servir de lar para as aranhas...
- E não foi sempre assim?
- Não! Houve tempos, em que ela era bela, sua capa dourada reluzia a luz da esperança, e eu a tinha exposta em minha sala de estar, com pompa e orgulho...
- E o que houve então?
- Ah, você... Você sabe, não é?
- Suponho que sim, mas gostaria de ouvi-lo de sua boca.
- Dane-se!
- Ah, eu te amo! Grande criança é você, não? Bem, continue sua narrativa, quais foram as surpresas que lhe acometeram após tantos anos de inércia? Ou seria... letargia?
- Deparei-me com aracnídeos e insetos fossilizados, perdidos entre as páginas, mortos pelas palavras de Davi, Paulo...
- E pelas suas? Afinal, mesmo que re-interpretadas, elas estão lá!
- Um caduceu esmagado.
Diego Aguiar Vieira
Posted at 02:08 am by Anti-Monitor
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Jun 19, 2004
O Inventor
Depois de anos de pesquisas, um inventor descobriu a arte de fazer fogo. Levou as ferramentas às regiões cobertas de neve ensinou a uma tribo a arte — e as vantagens— de fazer fogo. Absortas com a novidade, as pessoas nem se lembraram de agradecer ao inventor, que foi embora sem ser notado. Sendo daqueles raros seres humanos dotados de nobreza, não cultivava desejos de ser lembrado ou reverenciado. Tudo que desejava era a satisfação de saber que alguém se beneficiara de sua descoberta.
A tribo seguinte que ele procurou estava tão ansiosa para aprender quanto a primeira. Mas os sacerdotes locais, com inveja da influencia do estranho sobre o povo, mandaram assassina-lo. Porém, para afastar qualquer suspeita de crime, entronizaram um retrato do Inventor no altar-mor do templo e organizaram uma liturgia destinada a reverenciar e manter viva sua memória. Tomaram o máximo cuidado para que nem um só preceito liturgico fosse alterado ou omitido. As ferramentas para fazer fogo foram guardadas em um relicário e delas dizia-se que curavam todos os que nela tocavam com fé.
O próprio sumo-sacerdote realizou a tarefa de compilar uma Vida do Inventor, que se tornou um livro sagrado. Nele, sua extrema bondade era citada como exemplo a ser seguido por todos, seus feitos elogiados e sua natureza sobre-humana transformada em artigo de fé.
Os sacerdotes cuidaram que o livro fosse preservado e transmitido às futuras gerações, enquanto, com autoridade, interpretavam o sentido das palavras do Grande Inventor e o significado de sua vida e morte virtuosa. E implacavelmente puniam com a morte ou a excomunhão quem se afastasse da doutrina.
Ocupado com essas tarefas religiosas, o povo se esqueçeu completamente da arte de fazer fogo.
Posted at 09:08 pm by Darken
Não posso falar como quem viu de perto, como quem esteve lá, mas aposto, que as piadas que povoam A Praça é Nossa de hoje em dia (assim com o seu gêmeo malvado, Zorra Total), são as mesmas de vinte, trinta anos atrás, na época em que o Nobrega pai, comandava o velho banco.
As piadas são as mesmas... Quem faz, na maioria das vezes, também, mas, então, por que diabos, esses dois programas já citados, se transformaram numa porcaria?
Resposta: SATURAÇÃO!
Tudo que é demais, irrita! Só, que mesmo irritando, as pessoas continuam a ver. Sabe por que? Falta de opções! Afinal, se não for isso, é a xaropada da cópia barata do Ratinho, o Gilberto Barros (e que alguém fale que não é uma cópia barata, pra ver! Olha só o passado do homem, porra! Ele foi contratado pela Record para substituir o Ratinho, quando este deixou a emissora pelo sbt!). Tá, mas chega disso.
Não há mais nenhum grande programa de humor no Brasil, exceto Casseta & Planeta (que perigou ficar uma merda, com a revolução de piadas de banheiro e maconha, que fez no inicio deste ano, mas logo voltou as piadas mais fracas, o que fez com que o bom humor retornasse - o que me faz perguntar: Será, que as piadas eram realmente ruins, ou eu, é que sou um burro completo, e prefiro as piadas mais digeríveis? Na verdade, as piadas de banheiro e maconha, me agradam, mas eu gosto de um humor negro, só, que num dos meus raros momentos de socialização, me indignei, e desisti de ver o programa! No fundo no fundo, todo mundo gostou dessa nova fase, mas logo pediram o retorno da antiga fórmula, com medo de ficarem melhores! É, essa é uma boa desculpa pro reacionarismo, tá beleza!) e A Grande Família, que não perde o pique, mesmo com a morte de um dos protagonistas. Os Normais era foda, e TV Pirata, também. Sexo Frágil é um lixo medonho, que só merece citação, pelos bons atores que tem (tirando aquele tal de não sei que lá Garcia, que é global até as cuecas!).
Uma vez, disseram que a salvação do humor no Brasil, estava nos sitcons (a Bandeirantes até investiu em versões brasucas de Married With Children - Um Amor de Família -, que virou A Guerra dos Pintos, e uma outra série, que nem sei qual é), mas se esqueceram, que o que realmente faz sucesso no Brasil, é o humor de sketch. (Só, que humor de sketch, não é isso aí, que vemos na TV, porra!)
Então, começaram a repetir as mesmas piadas, todas as semanas... E nosso humor, está do jeito que está. Pensa bem, quais são os melhores programas de humor da atualidade? A Grande Família, Casseta & Planeta... e Programa do Ratinho! É, porque o Ratinho faz um tal de Jornal Rational, que acaba sendo engraçado, e é tudo na base da sketch!
Pô, se é pra fazer sketch, e já que a moda é copiar bons programas do exterior (ou não sabia que Big Brother, Acorrentados e todas essas coisas são programas devidamente autorizados de (uma) emissora(s) estrangeira(s)?), então, por que não se copia o Saturday Night Live, que já é sinônimo de sucesso, faz uns trinta anos? Pô, também é sketch, e é sketch dos bons!
O que isso tem a ver com o objetivo desse site? Bem, não há muito na verdade, mas é só pra mostrar como as instituições estão desgastadas, e como é necessário uma nova tintura, e (por que não?), uma reforma completa!
E de certa forma, nós, do Sinister Six, temos muito a ver com isso!
Posted at 07:30 pm by Anti-Monitor
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Teófilo Veríssimo
Beto Garcia
- Quem sou eu?
Teófilo perplexo com os olhos esbugalhados, boca aberta cheia de cáries e fiapos de manga entre os dentes, perdia-se entre a incredulidade e ao mesmo tempo uma vontade descomunal de esganar seu interlocutor.
- Então Teófilo, quem sou eu?
Não é possível que toda a minha busca, toda a minha peregrinação, uma vida inteira de aperfeiçoamento espiritual e lapidação intelectual tenham-me feito mendigar nas cidades mais populosas, confundir-me entre o lodo dos pântanos, arrastar minha carcaça descarnada de pele colada nos ossos pelos desertos mais áridos...tudo isto para chegar aqui e ouvir isto.
- Senhor, imaginei mil e um questionamentos para este encontro, vim repleto de dúvidas achando que iria solucioná-las para daí em diante espalhar sua luz pelo mundo, trazendo uma nova era.
Como é que agora você vem com uma destas?
Eu sou Teófilo Veríssimo, filho de Maria Eugênia Veríssimo Veríssima e do Conde César Altíssimus Batista Veríssimo Veríssimil.
Apesar de meu berço nobre e sangue nitidamente azul como lapis lazuli, abandonei a tradicional mansão da família Veríssimo Veríssima in Veríssimil, localizada em meio ao fausto e ostentação do nobilíssimo bairro da Tijuca, para entregar-me a uma vida completamente asceta, desprovida de qualquer benefício material para seguir minha vocação inata.
- De santo?
- Sim senhor, saiba que... bom, é óbvio que no esplendor de sua sapiente onisciência com certeza o Senhor sabe então... bom... ééé...
Sabemos que sou considerado um santo pelo povo.
- Que povo?
- Ora Senhor! O povo escolhido é claro!
- Escolhido por quem?
Puta que pariu! Ele só sabe fazer perguntas a porra do tempo intei...
Peraí! Se ele é Deus... é claro que você é Deus... hum...
É claro que ele é deus e compreenderá enquanto estiver lendo a minha mente... não que ele tenha este hábito, como se eu o estivesse acusando de ser entrão... é claro que ele sabe que minha fé, respeito, dedicação e tudo o mais... são absolutas! Isto é um fato! Mas é que... merda!
É melhor não pensar!
Olho para ele interrogando-o, como quem pergunta: Você está lendo minha mente?
Se estiver, mexa então a sobrancelha direita... legal, mas se isso não tiver sido só uma coincidência, além de mexer a sobrancelha direita, coce o nariz e dê um pigarro...
Nada.
Mas ele pode estar me testando, ou tirando uma com a minha cara... não, quer dizer... ele é perfeito, é bacana...
Porra! Como é que se faz com alguém que supostamente pode ler a sua mente?
- Senhor! Não me torture!
Sabes que sou teu discípulo mais fiel...
- Que mané “sabes” ou “teu”, fala relaxado Teófilo, sem enfeitar; parece até que você está falando igualzinho ao Thor nas revistinhas da Marvel!
Você é carioca e não é tão velho, pode ser você mesmo que não ligo!
Afinal, se alguma coisa no Rio de Janeiro viesse realmente a me incomodar eu já teria transformado tudo e todos em sal, igualzinho ao modo que eu fiz com Sodoma e Gomorra... ou será que eu fiz isso só com Sodoma? A idade é uma merda! A gente sempre acaba esquecendo um ou outro detalhe...
Teófilo ficou imaginando a realização desta profecia em tom de ameaça, mas aos poucos começou a agradar-lhe a idéia de ver eternizada em sal a imagem de D. Maria Eugênia Veríssimo Veríssima congelada no tempo, com sua boca empalhada de perua... já notaram como é que toda madame perua da alta sociedade parece que tem os lábios e todo o interior da boca empalhados?
Parece uma evasão de sua promiscuidade inata pela rachadura de sua represa moral e estética.
Seria bem engraçado ver D. Maria Eugênia Veríssimo Veríssima empalhada em um “oh!” surpreso por perceber-se transformada em sal!
Ahhhhhhhhhhh! Malditos pensamentos!
Passei a minha vida inteira em total e absoluto controle de meus pensamentos e emoções, purificando-me à custa dos maiores sacrifícios possíveis e imagináveis para justamente hoje pensar em tanta bosta junta!
Parece até sacanagem!
Parece que todas as tentações resolveram me incomodar hoje, só para me despurificar.... – será que existe esta palavra? – Bom, para me macular perante a presença de Deus...
Peraí! Deve ser isso! É ele!
Ele deve estar por aqui, me atacando, encucando pensamentos ruins em minha cabeça.
Tudo para impedir que eu seja “o escolhido” perante o Senhor... é... sim, é um plano desde o princípio, porque eles, as forças do mal, sabiam, sabem, sempre souberam que eu seria “o iluminado”, o que traria luz à raça humana.
E tudo o que aconteceu agora faz sentido, é verdade, tudo o que aconteceu, inclusive o meu envolvimento com Berenice, com aquela... aquela... traidora nojenta!
Aquela traidora foi mandada por ele para me derrubar, me destruir, impedir minha franca ascensão.
Que safadeza!
Um planinho desde o início e que quase embarquei, quase casei com ela..
Quase tive filhos, que nasceriam com aqueles lindos olhos castanhos, talvez moreninhos como ela, um bando de indiozinhos de cabelos negros e olhinhos puxados, chinoquinhas, correndo pelo quintal da nossa casa em Jacarepaguá...
Desgraçado!
Ele deve estar por aqui por perto, mas hoje ele não me escapa!
Hoje eu me vingo!
Quebro a cara dele na frente de Deus para provar-lhe que sou digno de herdar sua missão, como São Miguel Arcanjo, matador de demônios, eu hei de arrancar-lhe o negro coração com minhas próprias mãos!
- Cadê você?
- O que é que está te incomodando Teófilo?
- O que você procura?
- É ele senhor!
O capeta, cramunhão, casco-de-bode, o safadeza Senhor!
Ele está aqui debochando de sua obra, de seu poder.
Mas eu vou achá-lo e destruí-lo!
- Calma aí Teófilo! Menos!
Eu posso te garantir de que não há ninguém aqui além de nós dois!
- Mentira!
Eh... quer dizer... desculpe-me Senhor, mas você está enganado... quer dizer, você nunca se engana... mas é que... ele é muito ardiloso, o safado, o sem vergonha..
- Cale a boca Teófilo!
Eu te fiz uma simples pergunta, pode responder?
Quem sou eu?
Já sei, deve ser algo do gênero da pergunta da Esfinge a Édipo, onde a resposta é “o homem”... mas não... não pode ser, deve ser algo parecido com aqueles desenhos do He-Man, onde a resposta mais simples e boçal no fundo no fundo é a verdadeira.
- Eu sei a resposta!
Você é Deus!
- O quê?!
Rárárárárárá... rsrsrsrsrs... eu não acredito nisto!
Ai meu deus do céu! Essa é a resposta mais ridícula e hilária que já ouvi!
Minha consternação se transforma em ódio.
Esse Deus me humilha, me esculacha, me ironiza, escrotiza, faz eu me sentir um cagalhão!
- Que foi Deus?!
Onde foi que eu errei?
- Peraí! Espere um pouco Teófilo, deixe-me parar de rir... rsrsrsr... rumf... hohihihihi........ rárárárárárárárárárá!
Nunca imaginei que uma criatura pudesse rir por tanto tempo, eu nem sequer conseguia ver o motivo para tanta graça.
Ah! Vai pra porra, deus babaca do caralho!
Fiquei mais de seis horas esperando ele terminar de gargalhar, até anoitecer, quando inesperadamente retomou o tom de seriedade e disse:
- Isso é óbvio Teófilo!
Que eu sou Deus eu sei, você sabe, todo mundo sabe, até quem não acredita em mim sabe quem eu sou.
Aliás, eu e o Papai Noel somos os desacreditados mais conhecidos do mundo!
É melhor você ir embora Teófilo.
Vá e aprenda alguma coisa, só volte aqui quando tiver a resposta.
Não havia jeito, nada ocorre em minha cabeça que possa reverter a situação, nenhuma idéia brilhante.
Muito contrariado, apanho minha mochila de peregrino, meu bastão e puxo Rosaly pelo rabo, erguendo-a e sacudindo do seu esguio corpo de camurça a areia do deserto.
Frustrado eu só consigo pensar na caminhada homérica que terei que perfazer até chegar à cidade mais próxima...
- A propósito Teófilo...
Volto meus olhos clementes para ele.
- Tome um banho, faça a barba e corte os cabelos.
Você está um lixo!
Posted at 02:58 am by Magneto
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Jun 17, 2004
Ok! Após inúmeras peripécias tentando quebrar a cabeça e conseguindo... quebrar a cabeça, finalmente consigo exercer meu papel como um dos supostos autores deste blog. Por isso esse recado é tão idiota e sem sentido. Apenas estou expressando minha gratidão à alguns santos que invoquei na pretensamente fértil tentativa de conseguir escrever algo. O problema é que tanto tentei que tentei e tentei... e agora não tenho o que dizer. Bom, são 05:31 (da madruga) e gostaria de partilhar com vocês minha insônia e meu desespero. Desespero porque estou virando a noite na vâ tentativa de não levar bomba em uma das disciplinas do mestrado, que por um acaso tenho aula amanh... ou melhor... ou pior! hoje!
A história é triste e plena de emoções como assistir a um programa qualquer de domingo na TV aberta.
Tive que virar esta noite escrevendo um trabalho... na verdade, um seminário que apresentarei daqui há pouco. Tudo culpa de um bom filho da p... (que por acaso é meu colega de mestrado) que deixou para me avisar em última hora sua impossibilidade me ajudar no "NOSSO" (não meu e teu leitor... meu e dele) trabalho.
Não vou cometer um crime contra a boa-vontade, de quem estiver lendo isto, ao colocar o respectivo "ensaio" neste blog. Imaginem que o escrevi com imensa má vontade e cheio de rancor no coração. Normalmente escrevo coisas boas... na verdade não sei se realmente são boas. Minha mãe diz que são. Mas minha mãe costuma dizer que sou "mais lindo" (o erro é proposital) que o Brad Pitt e o Sidney Magal juntos... então, se eu for confiar no que ela diz estou fudi... ainda não sei se posso escrever palavrões nesta porra!
Enfim, quando eu estiver com tempo, cometerei o sacrilégio de degradar este blog com a nefasta presença de meus contos, poesias ou ensaios... pra piorar eu podia pôr uma foto minha...

Posted at 07:14 am by Magneto
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Jun 16, 2004
Existe uma expressão francesa, o espírito da escada, que significa basicamente, aqueles pensamentos, e boas respostas que nós só temos, tempos depois da necessidade, ou seja, quando você já deixou a namorada chorando lá em cima, e está na escada, passando por uma senhora com carrinho de compras, e sabe que já não mais pode voltar.
Não há exatamente uma razão para eu estar falando disso... Nem mesmo sei o que eu devo continuar falando... Só, que eu sei que eu comecei bem, vou terminar mal, e mais tarde, estarei pensando no que diabos eu poderia ter dito de bom aqui.
(Bom, na verdade, acho até que o texto ficou interessante.)
Posted at 02:31 am by Anti-Monitor
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Bem, o esquema aqui é o seguinte:
Eu mando o link (que é esse aqui), e você lê o texto. Entendeu? Não é difícil (na verdade, é difícil pra caralho de postar essa coisa lá no geocities, mas você não está - nem pode estar - interessado nisso, então clica aqui e lê o texto).
Pois bem, o recado está dado, e em todos os textos que forem publicados aqui, nós utilizaremos esse esquema de link's.
Agora, se você quer entender o que diabos é o Pesadelo Branco, aí do título, clica aqui, e descobre.
Posted at 02:16 am by Anti-Monitor
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Peço que não me vendem. Quero vê-los. Não meus carrascos. O povo! Minhas mãos amarradas pelo mesmo material que se estende de meu pescoço até a madeira acima de mim, estão machucadas, as unhas grandes, furam a palma de minha mão... Começa o espetáculo! O patíbulo é tomado por autoridades. Palavras são ditas. Falsas palavras. Uma amarga peça, onde eu sou palhaço. Riam do palhaço. Sempre riem, não é verdade?
Lá, olhando, sorrindo e apontando, entre outras dezenas de reflexos, vejo você. Maldito Reis, maldito! Veio ver tua obra. Meu Judas particular! Ria de tua obra. Pois o perdedor é você! São vocês!
Quantos mais terão de ser sacrificados, para que vocês percebam, que isto não irá matá-los, mas sim, torná-los mais fortes. Na memória do povo, em suas vãs e dóceis esperanças. O povo! Mas não são sempre vocês, que conclamam a morte? Pra depois chorarem... irônico, não é? Não pra mim. Pra mim, já não faz diferença. Façam o que tiverem de fazer.
Últimas palavras? Obviamente não me são concedidas. Meu aspecto jesuítico, já lhes concede todas as respostas de que necessitam. Boa sorte. Vocês precisarão, mais do que eu. Eu, já tenho o que preciso.
As tábuas correm sob meus pés. Inutilmente tento dizer algo, mas minha traquéia é esmagada, seguida pelo pescoço. E mesmo que eu conseguisse falar não seria ouvido. Os escravos brancos gritam alto demais.
- Diego Aguiar Vieira - "Anti-Monitor"
Posted at 01:00 am by Anti-Monitor
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Jun 15, 2004
Pra que comemorar o inicio, quando podemos falar da morte de alguém?
Muito provavelmente, você não se lembra nem da letra, nem do titulo, mas já se pegou cantarolamos entre os lábios, alguma música do homem, e sequer sabe disso. Agora, ficará bem fácil, com os lançamentos póstumos que pipocarão no mercado. Aí está!

(aviso aos desavisados: a partir daqui, todo o texto é chupado do www.omelete.com.br)
Por Matheus "Daigoro" Pacheco
Cego desde os seis anos de idade, Charles praticava um jazz ao mesmo tempo dançante como o das velhas big bands e cheio de classe, sem dever tostão algum a Miles Davis nenhum.
Triste, então, a notícia de que o músico faleceu dia 10 de junho, aos (bem vividos) 74 anos de idade – decorrente de problemas no fígado (que, humildemente suponho, deve ter visto de tudo nesta vida).
Fica o legado de uma obra coerente e bela, que teve seu auge nos anos 60, na qual o jazz não tem medo de se fundir com blues, rock and roll e o escambau para desfilar beldades como "I can't stop loving you", "Georgia on my mind", "Hit the road jack" e a mais bela versão de um terceiro para qualquer composição dos Beatles, em "Eleanor Rigby".
Só resta a quem fica resignar-se com o que se registrou e a certeza de que parte bem quem já declarou que "tudo que fantasiei eu fiz".
Fica na boa, Ray.
Georgia On My Mind letraGeorgia, Georgia, the whole day through
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
Talkin' 'bout Georgia
I'm in Georgia
A song of you
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
Other arms reach out to me
Other eyes smile tenderly
Still in peaceful dreams I see
The road leads back to you
Georgia, sweet Georgia, no peace I find
Just an old sweet song
Posted at 01:09 am by Anti-Monitor
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