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(desculpas terrenas rabiscadas com lágrimas – cor azul - da caneta de um político – candidato a deputado estadual perdedor) A TV tá no mudo. Deitado na cama, leio um velho texto de 1979 do velho raulzito. Nada de novo no Front, ele anuncia. Reclama de sua lucidez assustadora. De sua preguiça de ser normal. E da falta de um amigo, que reclame de tudo que é banal. “Eu escolhi o mais complexo dos trabalhos, ser um artista num país como este.” Porra! eu quase me esqueci De porque comecei tudo isso. Não é só virar um monstro, Diego, meu velho. Não é só virar alvo de comentários maldosos e dedos acusadores (olhe no espelho, meu velho). É se tornar melhor. Monstro, sim. Porém, não mergulhado em um mundo de contos-de-fadas. Nem tampouco, Na realidade. O melhor dos dois mundos. Já posso te ouvir falando, XV! Já dizia o anão... Let’s Rock! --- Diego Aguiar Vieira Primeiras horas do vigésimo quinto dia do sexto mês do quarto ano do segundo milênio do período cristão |
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