Entry: Eduardo Dusek Jun 27, 2004





Começou a carreira artística como pianista de peças de teatro aos 15 anos, quando estudava na Escola Nacional de Música. Mais tarde passou a compor suas próprias músicas e montou uma banda, que acabou apadrinhada por Gilberto Gil. A partir de 1978 já tinha algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba "Vesúvio"), Ney Matogrosso (o fox "Seu tipo") e Maria Alcina (o frevo "Folia no Matagal", dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) - todas em parceria com Luiz Carlos Góes. Suas composições buscavam aliar sátira e bom humor. Em 1980 participou do festival MPB Shell da TV Globo com a debochada música "Nostradamus", que não se classificou mas ficou conhecida pelo público. Por essa época gravou o primeiro LP, "Olhar Brasileiro". Mas o estouro realmente viria em 1982, quando ele flertou com o ainda insipiente pop/rock, no LP "Cantando no Banheiro!, com "Barrados no Baile" (com Luiz Carlos Góes), "Cabelos Negros" (Com Luiz Antonio de Cássio) e "Rock da Cachorra" (Leo Jaime). Dois anos depois, notabilizou-se com o LP "Brega-chique", cuja faixa-título, mais conhecida como "Doméstica", fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época. Em 86, lançou "Dusek na sua", com "Aventura". Em 1989 voltou à cena com o musical "Loja de Horrores", em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da mídia, atuou como diretor de shows e, no final da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda.

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Nostradamus
 

Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
com tudo que sei
acendi uma vela
abri a janela, e pasmei
Alguns edifícios explodiam
pessoas corriam
eu disse bom dia
ignoreeei
Telefonei
Prum que tenha a qualquer
e não tinha
Ninguém respondeu, eu
disse Deus, Nostradamus,
força do bem e da maldade
futuro, calamidade, juízo final
Então restou

 
De repente na minha frente
A esquadilha de alumínio
caiu, junto com vidro fume
o que fazer, tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
gritei, ninguém ouviu,
e olha que eu ainda fiz psiu!

O dia ficou noite
O sol foi pro alem
Eu preciso de alguém
vou até a cozinha
encontro Carlota, a cozinheira
morta, diante do meu pé, Zé
eu falei, eu gritei, eu imploreei
Levanta
Me serve um café

   2 comments

Beto Garcia
June 28, 2004   01:48 AM PDT
 
Que comentário (o de acima) mais profundo... bem articulado... um domínio da língua portuguesa, eu diria até, invejável... rsrsrsrsrsrsrs... amiga sua? Kkkkk. Estou só zoando! Mas que foi engraçado, foi!
ThaJoia
June 27, 2004   11:24 PM PDT
 
Ooieeee Po muito show!!!
Sinistro........ :)))
bjusssssss

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