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- Já se pegou observando uma mosca escapar de uma janela, chocando-se contra o vidro, conquanto a abertura está logo ao lado? - Todo o tempo, mas você mais do que eu, suponho. - Sabe, outro dia eu estava andando por Apocriphia... - “Apocriphia”? - O que? Ah, sim... Minha biblioteca. - Apropriado! - Bem, eu me perdi folheando alguns poucos livros, e me detive sobre a Bíblia... Fazia alguns anos, que não a abria, sabe? - Suponho que sim. - Estava suja, empoeirada, enfurnada em um canto de prateleira, condenada a servir de lar para as aranhas... - E não foi sempre assim? - Não! Houve tempos, em que ela era bela, sua capa dourada reluzia a luz da esperança, e eu a tinha exposta em minha sala de estar, com pompa e orgulho... - E o que houve então? - Ah, você... Você sabe, não é? - Suponho que sim, mas gostaria de ouvi-lo de sua boca. - Dane-se! - Ah, eu te amo! Grande criança é você, não? Bem, continue sua narrativa, quais foram as surpresas que lhe acometeram após tantos anos de inércia? Ou seria... letargia? - Deparei-me com aracnídeos e insetos fossilizados, perdidos entre as páginas, mortos pelas palavras de Davi, Paulo... - E pelas suas? Afinal, mesmo que re-interpretadas, elas estão lá! - Um caduceu esmagado. Diego Aguiar Vieira |
| Beto Garcia June 28, 2004 01:49 AM PDT Eu me amarro neste conto... esta banana aí (ilustrando certas preferências) é que pegou mal... rsrsrsrs | ||
| Beto Garcia June 23, 2004 07:32 PM PDT Até agora, só a gente é que coloca alguma coisa nest porra! Agite esse bando aí mané! | ||
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